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Artigo:
2008: A Revolução da Mídia Outdoor e Indoor no Brasil
Por Ney Queiroz de Azevedo
O primeiro aniversário da “Lei Cidade Limpa”, que proíbe a publicidade ao ar livre em São Paulo, ocorre num momento de profundas transformações na mídia exterior no país. Diversas cidades estão repensando suas normas em relação à regulamentação de painéis, outdoors e demais formas de publicidade expostas nos espaços públicos.
Não há dúvida, com isso, que a lei paulistana contribuiu positivamente para a reflexão acerca da mídia exterior. Todas as grandes cidades brasileiras colocaram ou colocarão em vigor leis sobre o assunto; provavelmente nenhuma tão unilateral e radical como a de São Paulo. Essas novas leis, mais maduras, coerentes e equilibradas, tendem a efetivamente transformar a paisagem urbana das metrópoles brasileiras, proporcionando uma evolução de qualidade nas exibidoras, disponibilizando locais mais valorizados a clientes e agências e gerando muito mais impacto para anunciantes.
Decorre, daí, uma clara tendência de diminuição da oferta de mídia exterior no Brasil. Como conseqüências, aumento no preço dos espaços regulamentados e destinação de parte da verba publicitária para outras mídias. Meios tradicionais, como TV, jornais, revistas e rádio, dividem parte desse dinheiro. Outra parte já está migrando para novas mídias. Entre elas, variações da mídia exterior, como mídia em táxi, caminhões, mobiliário urbano... e, claro, a emergente “mídia indoor”.
O Brasil finalmente está conhecendo as poderosas alternativas de publicidade em shoppings centers, supermercados, restaurantes, estações rodoviárias, metroviárias, aeroportos e muitas outras. Além da atuação das conhecidas gigantes multinacionais, grupos nacionais que atuavam exclusivamente com mídia “outdoor” estão expandindo e diversificando seus negócios.
Trata-se, pois, de verdadeira revolução no mercado publicitário brasileiro. Uma revolução silenciosa, mas que está transformando para sempre a história da publicidade em espaços públicos. Ganha, com esta revolução, o poder público, mantendo a ordem e eliminando a poluição visual nos centros urbanos. Ganham, também, agências e anunciantes, que possuem alternativas de mídia exterior mais valorizadas e impactantes e também novas alternativas, cada vez mais criativas.
Nota-se, portanto, que se trata de uma revolução positiva. Uma revolução positiva para o mercado publicitário e, acima de tudo, para a sociedade. Ganha, enfim, o cidadão consumidor, tendo acesso a uma publicidade de cada vez mais alto nível, em harmonia com a paisagem urbana e contribuindo para a melhoria constante da qualidade de vida nas cidades. |